quarta-feira, 29 de julho de 2015

Do Amor

Amor é borboleta,
que voa no estomago e é estranho.

Amor é arrepio de frio, sem frio;
arrepio de música, sem música;
de carinho.

Amor é choro bobo
que vem dormir com agente.

Amor é aquele sorriso despercebido
que nos faz passar vergonha
e da na cara o sentimento.

Amor é aquele abraço no vento
quando sente saudade.

Amor é não conseguir fazer prova na escola.
Aliás, amor é não conseguir estudar pra prova.
Escutar na voz do professor, o chamado pr’um sonho acordado.

Amor é encontrar alguém em um livro que não tem personagem.
Lembrar daquela conversa, escutando música;
Ou escutar música, enquanto tem aquela conversa.

Amor é achar que é pássaro
E conseguir voar.
Amor é levitar, flutuar;
andar acima do chão.

Amor é aquela vontade estranha:
de morder enquanto beija;
de beijar enquanto morde.

Amor é ladrão de firmeza
que deixa vertigem e tremedeira.

Amor é ver tudo lindo,
porque tudo é lindo mesmo!

Amor espera: ser amado.

sábado, 27 de junho de 2015

Personalidades Vãs

Prefiro a faca que me atravessa o peito mil vezes ao dia
A conviver com essa ideia de que apenas errei

Resumir-nos a isso?

Injustiças com o que fomos um dia nos perseguirão daqui à morte
Se escolhermos o vazio

Ah! A beleza do não ser!
Ao menos se existisse tal coisa.

Apenas para os momentos de necessidade que fosse

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Estarei vivo

Situações de conflito
Dilacerando
Colocando à prova o sangue

Todos os dias queimam ideias e sentimentos velhos
Nos dedos
Nos lábios
É só o gosto de esperança

Gostaria de entender mais o voo dos pássaros,
O canto das cigarras,
As fases da lua.

Então um dia estarei

Vivo

domingo, 31 de maio de 2015

Cicatrizes

Escravos de seus pesares
Dão as costas pro que há de bom.
Existe a escolha!
Cicatrizes e nada mais.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Escrito em Você

Sou eu - !
Quem saio de mim,
Frente a você – que me retrata à tela,
E me vejo, cravar ao papel, tinta escrita a pena
Esta imagem – do céu e d’ aqui
4 vezes vista

Nos encontramos e nos sabemos bem

A nudez natural não deve nos incomodar – e nem pode!.
Essa dissipação entre ser humano e o tudo que nos torna
Sempre nos liberta.
Por isso não nos causa nada.
Já nem faz sentido tal a pureza:
Ser o ar!

Ah!, Quem me dera um dia...
Caminharia sem passos -
Eternamente e por ai.
Convicto e inebriado

Pelo que descobrirei.

sábado, 19 de julho de 2014

Amanhã sem mim e si

Raiz (sem)
Caule (sem)
Cerne (sem)
Seiva
Folha seca
Seca.
Seca!
Já não se fala em dança da chuva,
Oferendas, rituais, simpatias.
Não se benze, não se cose.
A venda no olho do mundo está tão apertada,
Há tanto tempo...
Pulsa, lateja, dói a nuca.
Só se vê o aperto seco tentando ter cor de luz
Na pálpebra fechada - colada.
Nem lágrima, nem riso.
Só o barulho surdo de oco no pulso.
Projeto de gente
Híbrido de larva e asno.
Submisso.
O orgulho e a vontade de tudo
Abduzidos
Alienados
Nem sequer caminham.
Transformaram o último lapso de saber em idioma próprio,
Cada um por si
E quem ainda tenta contato
É só mímico profissional.
Mutação cervical de três vértebras a mais
Tiraram o equilíbrio e só se vê o chão.
Espero que amanhã não seja assim.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Labirinto


A noite parece não ter fim.
- Já faz tempo que não nos encontramos. Nos tocamos assim: tão intimamente.
Fica é a vontade de ir a qualquer lugar sem nome
Que não saiba onde
Nem como chegar
Ou voltar
E que só seja noite
- Senti sua falta, mas, enfim: aqui estamos novamente.
Musicalmente,
Metaforicamente,
Embriagada mente
Existimos.
Nesse sonho que parece ser real
Morre a infância cada dia um pouco.
Todas suas vidas inocentes;
Cheias de culpa.
Sem caneta e nem papel.
- Meu maior medo é sumir (desaparecer) dentro do que penso ser.
Perdido
Vagando
Sigo.
Pois a rotação é constante.