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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Melodia



Mi

Si

Sol
Faz-se lá sol
Me sem nó vas nó tas
Tão sem que com
Mo vi do que nem sei
Sei se não
Dó não sei ti
Sem ti
Não é
Fá tô
Nem aí.

'Arthur Parreiras e Marcos Assis 29/05/2010

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Iris

Frio.
- Tá sentindo?
- O que?
- Frio porra!

É tanta água que me hipnotiza o barulho
Do beijo nas pedras.
O frio está que congela o silêncio das árvores,
E o falatório me faz dormir acordado.

Será alguém?
Nas árvores adiante...
Aquele bebê que vira olho,
Nariz,
Boca,
Tem alguém ali.

- O que você quer?
- Você............ acredita em Deus?
- Ele acredita em mim. Você acredita?
- Em Deus ou em você?
- Em mim. E em Deus.
- Acredito.

O bebê está se movendo
Dentro do olho que tudo está vendo.
Eu sinto,
Sei.
Agora eu entendo tudo.
Não sou um louco qualquer.

terça-feira, 20 de julho de 2010

A Mente Mente

Sem teto que me abrace
Danço banco que me sinto.
Cinto forca improvisada
No balanço do que minto.

- Mente?

A mente mente pra ser independente
E de bobo faz a gente que insiste e acredita.

Erudita palavra alada
Sufocada voa não.
Mergulhada em sentimento
Banca dança que é não.
Força cinto embaraçado
Nesse teto que balança.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Quem és Tu

Nasce planta
Brota seu
E
Meu sentimento nosso;
É sim
Meça ponto
Boto meu
Terno sentimento meu
Em si.

Nasça pronta
Tonta
Fonte, fronte
Ponte e
Aponte para aquele
Que és tu
E eu não sei.


'Arthur Parreiras e Marcos Assis 29/05/2010

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Conversa pra Doid’ Ouvi

Já são sete anos de guerra ao lado do leão.
O sol sempre bate mais, cada dia mais.
E a lua cada vez mais se aproxima, tentando entender o que eu falo com ela.
Eu acho que já estou curtido de mais!
Mas um dia ainda vou ser mais "da antiga" ainda e o respeito só cresce.
A guerra entre o exército nu e o muro dos paradigmas.
Sempre haverá!
É que agente pensa de mais,
Sente de mais,
Ri de mais,
Tudo é de mais.

As pausas são as melhores:
Simplesmente agente aceita que é assim,
Vai continuar sendo,
Só que nunca desistimos e voltamos pra batalha!
Firmes e fortes;
E peladões.

Nossa arma é o nosso canto.
Daríamos o coração pela vitória.

Sete anos de guerra e cada dia as batalhas ficam mais tensas.
Mas só o que acontece é mudar o meu cheiro.
Hoje eu sei que eu exalo paz.

p.s.: Salve os malucos do mundo!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Acompanhado

Essa respiração úmida no ombro.
Eu sei que é alguém.
Que não vejo quem.
Por não olhar pro lado,
Ou por não querer saber.
Não precisar talvez.
Mas acho que já até sei,
Só preciso enxergar mais.
Pensar menos
E sentir mais ainda.

Pensamentos involuntários,
Sei que não são meus.
São para mim eu sei.

Sentimentos físicos desse imaginário irreal,
Ou é só real de mais pra acreditar?

Não são os olhos abertos que me farão ver,
Já que não são os ouvidos que me fazem escutar.
Mas é que o coração acelera;
Algumas vezes até me tira a atenção.
O peito pula forte quando eu sinto perto.
É tanta segurança que dá medo.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Pássaros

O que os pássaros falam?
Som que para muitos é tão igual,
Mas não é!
Qual significado daqueles sons que emitem o dia todo?
Ouvi dizer que cada grande grupo,
Tem seu espírito;
Cada um em um plano.
Até mesmo as pedras:
Imagine o pensamento de uma rocha durante todo o tempo até se dissipar no ar como grão de areia que será vento, nuvem, chuva, barro, terra, planta, flor, fruto, homem, semente, pássaro...

"As formigas movem o mundo."
E quando uma morre, o mundo para.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Um Lugar Chamado Lucidez

Meu diário de bordo não está nem na metade.
Tantos lugares inexplorados em meus pensamentos,
Que nem sei se o completarei algum dia.
Mas de todos que já estive,
Com certeza o mais louco
É um lugar chamado Lucidez.
Inabitado.
Só encontrei nômades por lá.
Ciganos loucos que o perambularam por segundos.
Bichos-grilos procurando Wood Stock.
Lugar distante da literatura beatnick,
Onde Kerouac convesou com Casteñeda.
Mas nunca quiseram construir casa por lá.
Penso que seja porque o solo é muito debilitado,
São vários os deslizamentos, deslizes, erosões, depressões
que acontecem lá: diariamente.
Com certeza Huxley um dia esteve lá também,
Mas não encontrou nenhuma porta.
Por aquelas bandas, nunca houve nenhum louco o bastante
Que assumisse o posto de rei.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Green

No tempo da flauta encantada,
Eu era fauno que tocava bem.
Nunca fui nada além de imaginário.
Meu nome é Green.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Hemorragia

As luzes bailavam
Ou brigavam.

Sensação de floresta.

Espelho vivo, nas águas.
Animais irracionais,
Racionando sentimentos que pensam ter.

"É proibido dar mole"
E me soca o estômago a vontade de não ser.

Fumaça branca entorpecida
Queima meu pensamento - até a última ponta.

E queima os dedos;
E queima os lábios.

Sangue carbonizado que se esvai:
Do pulso atado.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Só.Mente

Só por hoje:

Me afogarei em piscinas de algodão.
Beberei o vento,
Até que minha bexiga estoure.
Comerei meus pensamentos - tentando digeri-los -
E terei indigestão.
Ascenderei todo meu sangue
Em busca de um trago profundo - que me sufoque.
Desenharei em um guardanapo qualquer: um cérebro substituto.

O que pensar sobre o que escrevo?
Talvez seja assim mesmo: eu sou só isso - só.
Se for assim que seja:
O que já é só.mente.

Entre um rim e outro,
Me sinto cada vez mais leve.


Escarro meu coração que pulsa - .............

Fora...............................................................
.........................................................de..........
...........................compasso........................... -

Em minha mão.
Esse suor que me arde os olhos
Não é meu.
A saliva que meu pulmão respira:
Me deixa engasgado.
Tosse.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Da última caixa

Dentro da menor caixa,
Dentro de todas as outras maiores.
Lá está a resposta.
Surpresas já me cansam.
Odeio esse joguinho de abrir presentes - dentro de presentes.
Caixas e mais caixas,
Que nunca acabam.
E pra piorar sempre tem papel picado entre uma e outra.
Isso me causa uma náusea enfurecida.
Vômito de liberdade.
Sai tudo, até as vísceras impuras,
Ensangüentadas,
Fétidas;
Inúteis.
Quero minha casa.
Minha cama.
Meus livros!
E aquela poltrona que nunca tive.
-Por favor, apague a luz! Vou ler agora.
As lentes dos meus óculos estão invertidas.
O lápis já não tem ponta.
A música começou em seu fim - meu fim.
A inércia dessa reticência infinita.
Cambalhotas.
Acrobacias ousadas...
Gravidade zero.
Todo mundo voando - menos aqueles que cortaram suas asas.
A porta se abriu,
Mas no fim do corredor tem outra.
- O banheiro é a segunda à esquerda.
Droga!, papel higiênico acabou.
Sem lápis, sem papel...
Liga o chuveiro e escreve com o dedo no espelho embaçado:
Não sei você,
Mas tenho uma sensação de estar sendo sonhado.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Viagem Coletiva

Uma guitarra que canta.
Cada fresta da música,
Era completada por seis cordas,
Duas mãos...
E uma viagem coletiva.
O irreal perseguia todos os pensamentos.
Vontade de perguntar:
- Você está vendo isso?
Ninguém poderia responder.
Tudo pode ter sido apenas:
Mais uma conversa telepática alucinógena.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Coração de Brinquedo

Coração errante
Corre...
Bate acelerado.
A risada finda.
Sarcástica,
Seca...
Idiota.
As pernas cansadas,
Trêmulas
Já nem sabem aonde vão.
O corpo pesado - sem o peso da consciência -
Segue na constante inércia de um passo.
E passa...
Vento, instante, hora.
Passa a vez.
A cabeça rola,
Porque o pé chuta.
E só bate na trave.
Ruim de mira.
Coração de plástico
Para...
Já nem bate mais.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Sem Sinal

Está vivo ainda?
Por quê?
Maldito chamado no fim da vida.
Apareceu e falou qualquer coisa,
Mas tocou.
Fez pensar.
Sonhando, sentindo, vivendo,
Segue com a dúvida: está vivo ainda?
Pra que?
Liga pra over dose, por favor!
Este número está fora de área ou desligado.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Tocando a vida meio tom abaixo!
Construindo um casulo com lugares extras.
Éden idealizado.
Vida de dois mundos;
de um plano só.
Lar de pensamento.
Sem tempo, sem dia, sem noite...
Sem idade!
Só viver, sentir, querer...
E saber que não dura o bastante,
que vai querer mais.
Mas acaba a beijando
e de mãos dadas vai.

"Um louco não é menos músico do que tu e eu; só que o instrumento que ele toca está um pouco desafinado." Khalil Gibran

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Certo Errado

Começou errado.
Tudo certo pra dar errado...
Tem gente esperando!
Telefone toca:
Já vou.
Tudo errado deu errado.
Socorro, mas espera.
Hora e meia se despede
Discutindo o outro plano.
Nave espacial chega tarde,
Mas aparece também.
O proximo é bem melhor.
Esse aqui é bom mais não.
Musica de viagem
Três anos pra começar a outra.
Tudo errado,
Mas vai da certo!
Acabo a música.
Com cuidado,
Pé na estrada.
É aqui mesmo!
Lava a mão e pede uma!
Gelada!
Saravá e vira o copo!
Volta pra casa sozinho,
Acompanhado da sombra.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Arco-íris Preto

Arco-íris preto.
Colorido.
Caos organizado e arrumação de zona.
Luz da escuridão,
Surge.
Arco-íris branco,
Depois colorido.
Preto é mais não.
Clarão escuro de trevas iluminada.
Vai.
Arco-íris,
Preto branco colorido.
Sorriso sem graça
Dum olho só.
Ascende apaga logo,
Pra num acabá.
Prende passa logo
Pra num apagá.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Pinga

Pinga a pinga pingou
Pinga a pinga pingou
Pingou a pinga pinga
A pinga pingou pinga
A pinga pinga pingou
Pingou pinga a pinga
A pingou pinga pinga
A pinga pinga... (glicose)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Da Gota

Dentro da gota,
Visão de lupa...
Cai.
Muito rápido,
Como se não fosse parar.
Mas sempre encontra um pára-brisa.
Escorre...
E desaparece na palheta do limpador.