Rompi promessas
Comigo mesmo.
É difícil não sonhar,
Ver um sorriso
E não se apaixonar.
Romper promessas
Consigo mesmo.
Já existe um calo,
Como os das mãos que roçam cana,
Dos olhos queimados na guerra,
De tanta tortura
E de tanto amor torto,
No miocárdio que nem me é.
Não mais.
Queria escrever coisas bonitas e alegres,
Mas coisa triste também pode ser bonita.
Até mais!
Tem que ser.
Agora mais ainda.
Tanto me falo de tudo;
Prometi não prometer
Por saber que não sei cumprir.
Ao menos não essa.
Pensava no passeio que não fizemos
De mãos dadas.
Falava sobre coisas que nem existem ainda
E só você entendia.
Queria o hálito em meu cheiro,
Mãos em meu rosto,
Costas
Peito
Boca
Nuca.
Rompi promessas
Comigo mesmo.
Todo mundo faz isso,
Mas podia ser menos dolorido.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Sobre Leões E Borboletas
Sobre leões e borboletas
Aprendi a escrever
Pode ser mais fácil amar os leões
E temer as borboletas.
p.s.: Volto a postar também no blog que até então estava desativado: http://www.sobreleoeseborboletas.blogspot.com/
Aprendi a escrever
Pode ser mais fácil amar os leões
E temer as borboletas.
p.s.: Volto a postar também no blog que até então estava desativado: http://www.sobreleoeseborboletas.blogspot.com/
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Entre Um Ser E Outro
Dos olhos fechados mundo a fora
Alguns nunca se abriram
E enxergaram muito além.
Hoje não vejo nada
E nem um carro me atropela.
Parece que o tempo não vai mais passar;
Quero que passe!
As lembranças de outrora
Me esqueceram jogado ao limbo
Errante com meus pensamentos avulsos
E uma idéia de felicidade agonizante.
Entre um ser e outro,
Há muito mais do que se imagina
A ser aprendido.
Entre um ser e outro,
Há muito mais do que distância
A ser ignorado.
"Está decretado que os homens morrem uma só vez"
Será?
Alguns nunca se abriram
E enxergaram muito além.
Hoje não vejo nada
E nem um carro me atropela.
Parece que o tempo não vai mais passar;
Quero que passe!
As lembranças de outrora
Me esqueceram jogado ao limbo
Errante com meus pensamentos avulsos
E uma idéia de felicidade agonizante.
Entre um ser e outro,
Há muito mais do que se imagina
A ser aprendido.
Entre um ser e outro,
Há muito mais do que distância
A ser ignorado.
"Está decretado que os homens morrem uma só vez"
Será?
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Cotidiano (para ralph antunes)
Esquerda direita
Direita esquerda
Esquerda direita
Direita esquerda.
Anda pára pula volta vira
Sai e entra
E entra e sai
E sai e entra
Entra e sai.
Come cospe engole vomita
Bebe arrota tosse sopra.
Seria isso um poema sobre seu cotidiano?
http://www.youtube.com/watch?v=r0SCIJVfQu0
Direita esquerda
Esquerda direita
Direita esquerda.
Anda pára pula volta vira
Sai e entra
E entra e sai
E sai e entra
Entra e sai.
Come cospe engole vomita
Bebe arrota tosse sopra.
Seria isso um poema sobre seu cotidiano?
http://www.youtube.com/watch?v=r0SCIJVfQu0
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Os Poetas Podres (para ana f.)
Escrevo os versos do mundo
Que criei.
Universo verde
De ornitorrincos podres.
Poesias doces
Sentimento adstringente.
Entrevejo acordes num momento
Verei, enfim
Que sei
Dos dias que passei
Girassóis que te dou
Madrugadas cobro
Jamais
Em uma cidade pequena
Qualquer que quase nasce
Pequena é
Só não se sabe assim.
Gigantes semeando tamarindeiras
E casas acima do céu.
Só a poesia aduba
Essa respiração orgânica
Plantação e frutos
De abraços e beijos chuvosos.
Escrevo que sei
O verso do mundo
Furo na pleura do texto
Água na calha
Chove barulho no grande do ouvido
Nuvens embaçam óculos
Digo que sei
Mas nem sede
Só sangue dos olhos
Nos brotam
Secam
Mas molham o que somos.
O que juntos,
Se somos,
Não ser nos deixa talvez
Tão mais à vontade.
Arthur Parreiras e Marcos Assis (entre um gole e outro) 02/11/2010

Não deixe suas poesias para as traças.
Que criei.
Universo verde
De ornitorrincos podres.
Poesias doces
Sentimento adstringente.
Entrevejo acordes num momento
Verei, enfim
Que sei
Dos dias que passei
Girassóis que te dou
Madrugadas cobro
Jamais
Em uma cidade pequena
Qualquer que quase nasce
Pequena é
Só não se sabe assim.
Gigantes semeando tamarindeiras
E casas acima do céu.
Só a poesia aduba
Essa respiração orgânica
Plantação e frutos
De abraços e beijos chuvosos.
Escrevo que sei
O verso do mundo
Furo na pleura do texto
Água na calha
Chove barulho no grande do ouvido
Nuvens embaçam óculos
Digo que sei
Mas nem sede
Só sangue dos olhos
Nos brotam
Secam
Mas molham o que somos.
O que juntos,
Se somos,
Não ser nos deixa talvez
Tão mais à vontade.
Arthur Parreiras e Marcos Assis (entre um gole e outro) 02/11/2010

Não deixe suas poesias para as traças.
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domingo, 7 de novembro de 2010
Decepção
Esperar demais do outro
É triste e ilude a alma.
O choro é inevitável
Quando se tem como ídolo
Qualquer um que seja.
Hoje vejo o erro,
Percebo que jamais
Deveria ter idealizado alguém
Como exemplo de vida.
Não dar tanta importância a qualquer palavra,
É sempre menos dolorido.
Mais indolor,
Incolor;
Mas às vezes,
Deve-se não ter cor mesmo.
Tem horas que o mundo
Deve ser cinza
E os sentimentos devem ser insensíveis
Pra não mais
Decepcionar-se.
É triste e ilude a alma.
O choro é inevitável
Quando se tem como ídolo
Qualquer um que seja.
Hoje vejo o erro,
Percebo que jamais
Deveria ter idealizado alguém
Como exemplo de vida.
Não dar tanta importância a qualquer palavra,
É sempre menos dolorido.
Mais indolor,
Incolor;
Mas às vezes,
Deve-se não ter cor mesmo.
Tem horas que o mundo
Deve ser cinza
E os sentimentos devem ser insensíveis
Pra não mais
Decepcionar-se.
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