Sobre leões e borboletas
Aprendi a escrever
Pode ser mais fácil amar os leões
E temer as borboletas.
p.s.: Volto a postar também no blog que até então estava desativado: http://www.sobreleoeseborboletas.blogspot.com/
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Entre Um Ser E Outro
Dos olhos fechados mundo a fora
Alguns nunca se abriram
E enxergaram muito além.
Hoje não vejo nada
E nem um carro me atropela.
Parece que o tempo não vai mais passar;
Quero que passe!
As lembranças de outrora
Me esqueceram jogado ao limbo
Errante com meus pensamentos avulsos
E uma idéia de felicidade agonizante.
Entre um ser e outro,
Há muito mais do que se imagina
A ser aprendido.
Entre um ser e outro,
Há muito mais do que distância
A ser ignorado.
"Está decretado que os homens morrem uma só vez"
Será?
Alguns nunca se abriram
E enxergaram muito além.
Hoje não vejo nada
E nem um carro me atropela.
Parece que o tempo não vai mais passar;
Quero que passe!
As lembranças de outrora
Me esqueceram jogado ao limbo
Errante com meus pensamentos avulsos
E uma idéia de felicidade agonizante.
Entre um ser e outro,
Há muito mais do que se imagina
A ser aprendido.
Entre um ser e outro,
Há muito mais do que distância
A ser ignorado.
"Está decretado que os homens morrem uma só vez"
Será?
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Cotidiano (para ralph antunes)
Esquerda direita
Direita esquerda
Esquerda direita
Direita esquerda.
Anda pára pula volta vira
Sai e entra
E entra e sai
E sai e entra
Entra e sai.
Come cospe engole vomita
Bebe arrota tosse sopra.
Seria isso um poema sobre seu cotidiano?
http://www.youtube.com/watch?v=r0SCIJVfQu0
Direita esquerda
Esquerda direita
Direita esquerda.
Anda pára pula volta vira
Sai e entra
E entra e sai
E sai e entra
Entra e sai.
Come cospe engole vomita
Bebe arrota tosse sopra.
Seria isso um poema sobre seu cotidiano?
http://www.youtube.com/watch?v=r0SCIJVfQu0
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Os Poetas Podres (para ana f.)
Escrevo os versos do mundo
Que criei.
Universo verde
De ornitorrincos podres.
Poesias doces
Sentimento adstringente.
Entrevejo acordes num momento
Verei, enfim
Que sei
Dos dias que passei
Girassóis que te dou
Madrugadas cobro
Jamais
Em uma cidade pequena
Qualquer que quase nasce
Pequena é
Só não se sabe assim.
Gigantes semeando tamarindeiras
E casas acima do céu.
Só a poesia aduba
Essa respiração orgânica
Plantação e frutos
De abraços e beijos chuvosos.
Escrevo que sei
O verso do mundo
Furo na pleura do texto
Água na calha
Chove barulho no grande do ouvido
Nuvens embaçam óculos
Digo que sei
Mas nem sede
Só sangue dos olhos
Nos brotam
Secam
Mas molham o que somos.
O que juntos,
Se somos,
Não ser nos deixa talvez
Tão mais à vontade.
Arthur Parreiras e Marcos Assis (entre um gole e outro) 02/11/2010

Não deixe suas poesias para as traças.
Que criei.
Universo verde
De ornitorrincos podres.
Poesias doces
Sentimento adstringente.
Entrevejo acordes num momento
Verei, enfim
Que sei
Dos dias que passei
Girassóis que te dou
Madrugadas cobro
Jamais
Em uma cidade pequena
Qualquer que quase nasce
Pequena é
Só não se sabe assim.
Gigantes semeando tamarindeiras
E casas acima do céu.
Só a poesia aduba
Essa respiração orgânica
Plantação e frutos
De abraços e beijos chuvosos.
Escrevo que sei
O verso do mundo
Furo na pleura do texto
Água na calha
Chove barulho no grande do ouvido
Nuvens embaçam óculos
Digo que sei
Mas nem sede
Só sangue dos olhos
Nos brotam
Secam
Mas molham o que somos.
O que juntos,
Se somos,
Não ser nos deixa talvez
Tão mais à vontade.
Arthur Parreiras e Marcos Assis (entre um gole e outro) 02/11/2010

Não deixe suas poesias para as traças.
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domingo, 7 de novembro de 2010
Decepção
Esperar demais do outro
É triste e ilude a alma.
O choro é inevitável
Quando se tem como ídolo
Qualquer um que seja.
Hoje vejo o erro,
Percebo que jamais
Deveria ter idealizado alguém
Como exemplo de vida.
Não dar tanta importância a qualquer palavra,
É sempre menos dolorido.
Mais indolor,
Incolor;
Mas às vezes,
Deve-se não ter cor mesmo.
Tem horas que o mundo
Deve ser cinza
E os sentimentos devem ser insensíveis
Pra não mais
Decepcionar-se.
É triste e ilude a alma.
O choro é inevitável
Quando se tem como ídolo
Qualquer um que seja.
Hoje vejo o erro,
Percebo que jamais
Deveria ter idealizado alguém
Como exemplo de vida.
Não dar tanta importância a qualquer palavra,
É sempre menos dolorido.
Mais indolor,
Incolor;
Mas às vezes,
Deve-se não ter cor mesmo.
Tem horas que o mundo
Deve ser cinza
E os sentimentos devem ser insensíveis
Pra não mais
Decepcionar-se.
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Ódio
Ódio do medo que tive
Que me tem;
Do tempo que não volta
Nem uma vez e muito menos duas;
Das tardes póstumas que foram vazias;
Dos caminhos percorridos
Sem o elo manual.
Ódio de sentido que fui
Sem sentir que queria ter;
Do tamanho do mundo gigante
E de maiores serem os sentimentos.
Ódio de ter que morrer
Pra saber que vivia;
De ter que arrepender
Pra saber o que queria.
Ódio do chão que me fugiu aos pés
E da queda no abismo da insegurança.
Ódio do medo que tive
Que me teve
Que me tem;
Do amor que destruí
Pra saber que existia.
Que me tem;
Do tempo que não volta
Nem uma vez e muito menos duas;
Das tardes póstumas que foram vazias;
Dos caminhos percorridos
Sem o elo manual.
Ódio de sentido que fui
Sem sentir que queria ter;
Do tamanho do mundo gigante
E de maiores serem os sentimentos.
Ódio de ter que morrer
Pra saber que vivia;
De ter que arrepender
Pra saber o que queria.
Ódio do chão que me fugiu aos pés
E da queda no abismo da insegurança.
Ódio do medo que tive
Que me teve
Que me tem;
Do amor que destruí
Pra saber que existia.
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Chuvoso
É da chuva o cheiro
Terra molhada
E o sabor de raiz
No vento que anuncia o choro do céu.
O dia enoitece precoce
E as nuvens carregadas
Com canções de ninar qualquer marmanjo.
Da pipoca ao edredom e "Sessão da Tarde",
Mas lá fora passarinho foge,
Espera o barro que vai ser morada.
Siririca dorme,
Pra depois perder a asa
De tanto beijar luz
E acabar sendo formiga.
Santo mormaço que sol vem trazer
Depois do balé das gotas
Sinfônica dos pingos.
Não fosse assim,
Sem mais flashes relampeais seria.
Terra molhada
E o sabor de raiz
No vento que anuncia o choro do céu.
O dia enoitece precoce
E as nuvens carregadas
Com canções de ninar qualquer marmanjo.
Da pipoca ao edredom e "Sessão da Tarde",
Mas lá fora passarinho foge,
Espera o barro que vai ser morada.
Siririca dorme,
Pra depois perder a asa
De tanto beijar luz
E acabar sendo formiga.
Santo mormaço que sol vem trazer
Depois do balé das gotas
Sinfônica dos pingos.
Não fosse assim,
Sem mais flashes relampeais seria.
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